quarta-feira, 18 de outubro de 2017


Voluntariado na ONU no Brasil

Hoje, o UNV conta com mais de 7.500 voluntários que a cada ano levam seu conhecimento para comunidades – de seu próprio país ou no exterior -, ajudando-as a se transformarem na força motora de seu próprio desenvolvimento. Esses profissionais vêm de mais de 160 países e aproximadamente 75% deles são de nações em desenvolvimento. Com uma idade média de 39 anos – suas idades variam entre 25 e 70 anos – e fortes credenciais acadêmicas e profissionais, eles têm muito a oferecer e compartilhar.

Os voluntários atuam em mais de 100 campos profissionais. Ajudam a manter a paz, organizam eleições, trazem alívio em situações de emergência, promovem os direitos humanos, melhoram as condições de saúde, ensinam técnicas efetivas de agropecuária, promovem a igualdade de sexos e protegem o meio-ambiente. Os voluntários desenvolvem atividades nos movimentos populares e no governo, com o setor privado e com as agências da ONU, e também trabalham com as ONGs.
Criado em 1971 a pedido dos países membros da ONU, o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) tem por objetivo ser uma fonte estratégica de conhecimento e assistência sobre o papel e a contribuição do voluntariado para os programas de desenvolvimento.
Desde aquele ano, mais de 30 mil pessoas participaram do Programa. O UNV está localizado em Bonn (Alemanha), e atualmente atua em mais de 140 países, sendo representado no mundo através dos escritórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Os interessados devem possuir experiência em sua área de trabalho e falar fluentemente pelo menos algum destes três idiomas oficiais da ONU: inglês, francês e/ou espanhol.
Normalmente, os trabalhos voluntários oferecidos têm duração de seis meses a um ano e, pela própria essência do voluntariado, não são pagos. Porém, aqueles que prestam serviços à ONU recebem, mensalmente, uma pequena quantia para cobrir gastos básicos, enquanto servem a Organização. Essa quantia varia de lugar para lugar e leva em conta o custo de vida do país onde o voluntário irá trabalhar.
Para os mais jovens, existe ainda a modalidade do Jovem Voluntário (“UN Youth Volunteers”), voltado para pessoas entre 18 e 29 anos.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Voluntariado Corporativo: como desenvolver um programa transformador



Imagine a seguinte situação: você não costuma fazer trabalho voluntário, até que um dia aceita o convite do Luiz, aquele colega de trabalho simpático e insistente, para participar de uma ação promovida pela empresa.
No sábado seguinte, às 9h da manhã (com sono e sem muita convicção), você vai ao endereço indicado, é bem recebido pelo Luiz, cumprimenta os colegas e ganha a camiseta da empresa. Veste a camiseta, pergunta o que deve fazer, ele diz que estão pintando as janelas e você começa a ajudar. Terminam de pintar e passam a limpar os vidros. Às 11h30 você avisa que precisa ir embora, pois tem um almoço. A atividade vai até o meio-dia, mas Luiz entende perfeitamente, agradece sua presença com um sorriso e diz para ficar com a camiseta. Você também agradece, se despede do grupo e vai para o seu almoço. Este pode ser um típico dia de trabalho voluntário corporativo.
Agora imagine este segundo cenário: você não costuma fazer trabalho voluntário e aceita o mesmo convite do colega Luiz. Segue os mesmos passos e logo se vê na casa pintando uma janela. Luiz então avisa que em 20 minutos todos se reunirão na cozinha para uma breve conversa. Chegado o momento, lá estão as 12 pessoas atentas à fala de Luiz, que faz questão de mencionar o quanto são valiosas aquelas três horas na manhã de sábado de cada um e o quão satisfeito ele está com a presença de todos. Pede que cada um se apresente, dizendo em que área da empresa trabalha. Você ouve e olha para cada pessoa, diz ao grupo quem é e o que faz. Luiz dá algumas instruções sobre o trabalho e passa a palavra a Paulo, coordenador da instituição responsável pela casa.

Dicas para adotar o modelo transformador

  • Apresentar aos voluntários o contexto da ação, contando a história das pessoas que serão beneficiadas pelo trabalho, de modo a gerar identificação e empatia.
  • Mostrar a importância da tarefa a ser realizada e como ela fará diferença na vida das pessoas, para que o voluntário perceba seu valor.
  • Abrir um espaço ao final para que o voluntário possa dizer como foi sua experiência. Isso permite que ele se coloque, se inclua no processo. Em vez de se ver realizando algo para outra pessoa, pode se sentir fazendo parte de algo que está afetando todos os envolvidos.
  • Propor uma reflexão crítica para que o voluntário analise quais eram suas expectativas, crenças anteriores, e se houve mudanças de perspectiva a partir do contato com aquelas questões sociais que não estavam presentes em seu dia a dia.

Os gestores de voluntariado têm a oportunidade de aplicar essa dimensão reflexiva e afetiva às ações da empresa. E seu potencial é transformador para o colaborador no nível pessoal e na sua relação com as questões sociais de seu entorno, com o programa de voluntariado e com a cultura da empresa.



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O que é voluntariado?


Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos..." 

Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.



V oluntariado na ONU no Brasil Hoje, o UNV conta com mais de 7.500 voluntários  que a cada ano levam seu conhecimento para comunidad...