quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Voluntariado Corporativo: como desenvolver um programa transformador



Imagine a seguinte situação: você não costuma fazer trabalho voluntário, até que um dia aceita o convite do Luiz, aquele colega de trabalho simpático e insistente, para participar de uma ação promovida pela empresa.
No sábado seguinte, às 9h da manhã (com sono e sem muita convicção), você vai ao endereço indicado, é bem recebido pelo Luiz, cumprimenta os colegas e ganha a camiseta da empresa. Veste a camiseta, pergunta o que deve fazer, ele diz que estão pintando as janelas e você começa a ajudar. Terminam de pintar e passam a limpar os vidros. Às 11h30 você avisa que precisa ir embora, pois tem um almoço. A atividade vai até o meio-dia, mas Luiz entende perfeitamente, agradece sua presença com um sorriso e diz para ficar com a camiseta. Você também agradece, se despede do grupo e vai para o seu almoço. Este pode ser um típico dia de trabalho voluntário corporativo.
Agora imagine este segundo cenário: você não costuma fazer trabalho voluntário e aceita o mesmo convite do colega Luiz. Segue os mesmos passos e logo se vê na casa pintando uma janela. Luiz então avisa que em 20 minutos todos se reunirão na cozinha para uma breve conversa. Chegado o momento, lá estão as 12 pessoas atentas à fala de Luiz, que faz questão de mencionar o quanto são valiosas aquelas três horas na manhã de sábado de cada um e o quão satisfeito ele está com a presença de todos. Pede que cada um se apresente, dizendo em que área da empresa trabalha. Você ouve e olha para cada pessoa, diz ao grupo quem é e o que faz. Luiz dá algumas instruções sobre o trabalho e passa a palavra a Paulo, coordenador da instituição responsável pela casa.

Dicas para adotar o modelo transformador

  • Apresentar aos voluntários o contexto da ação, contando a história das pessoas que serão beneficiadas pelo trabalho, de modo a gerar identificação e empatia.
  • Mostrar a importância da tarefa a ser realizada e como ela fará diferença na vida das pessoas, para que o voluntário perceba seu valor.
  • Abrir um espaço ao final para que o voluntário possa dizer como foi sua experiência. Isso permite que ele se coloque, se inclua no processo. Em vez de se ver realizando algo para outra pessoa, pode se sentir fazendo parte de algo que está afetando todos os envolvidos.
  • Propor uma reflexão crítica para que o voluntário analise quais eram suas expectativas, crenças anteriores, e se houve mudanças de perspectiva a partir do contato com aquelas questões sociais que não estavam presentes em seu dia a dia.

Os gestores de voluntariado têm a oportunidade de aplicar essa dimensão reflexiva e afetiva às ações da empresa. E seu potencial é transformador para o colaborador no nível pessoal e na sua relação com as questões sociais de seu entorno, com o programa de voluntariado e com a cultura da empresa.



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